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segunda-feira, 12 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Parto num hospital público ou privado?
Hoje em dia muitas mamãs optam por ter os seus bebés em hospitais privados. Há algum tempo atrás eu não conseguia perceber porquê. Pensava: " é porque querem fazer cesareana electiva", mas nem sempre é assim.
A minha bebé nasceu num hospital público apesar de eu ter sido seguida por uma obstetra no privado, e correu tudo bem, não tenho queixas a fazer, mas também não tenho grandes elogios, sobretudo depois de já estar na enfermaria com a minha bebé. Senti-me um pouco desamparada, mas a verdade é que também não tentei procurar mais ajuda e tentei sim desenrrascar-me com as ajudas que tinha de quem me ia visitar. Às vezes oiço dizer (de quem teve os seus filhos nos hospitais públicos) que estes são melhores, mais bem preparados, o que hoje em dia é uma tontice, hospitais públicos e hospitais privados, estão apetrechados com todos os equipamentos indispensáveis, e com pessoal especializado, de modo que os cuidados prestados são equiparáveis.
Então o que é diferente?
Já foram a um hospital privado? É tudo diferente!!! Há algum tempo atrás fui visitar alguém que estava num hospital privado, não para ter um bebé, mas por outras questões de saúde, e sabem que mais, fiquei boquiaberta. Os quartos, o facto de poder ter a companhia de quem se quiser, a não existência de horários de visita, nem de número de visistantes, a atenção das enfermeiras, dos médicos...enfim, não é possivel comparar...porque em termos de conforto, atenção e disponibilidade do pessoal que lá trabalha é tudo diferente. Agora percebo porque há mamãs que mesmo não querendo fazer cesareanas electivas (por escolha), optam pelos hospitais privados. Só há um senão, o preço.
O parto num hospital privado custa entre 2500 euros ( parto mais internamento) até 5000, dependendo se é um parto simples, cesareana, parto com complicações, se leva anestesia, qual a anestesia, tempo de internamento, enfim, dependendo de onde se faz o parto, até ao tipo de parto. Não é para todos os bolsos, excepto quando se tem um seguro de saúde que o pague na totalidade ou parcialmente, mas como um dia me disse uma amiga: " a qualidade paga-se!"
Talvez seja uma boa ideia fazer o tal seguro de saúde! Ainda não o fiz, mas cá em casa o papá e a piolha já têm, só falto eu. E digo-vos que para a piolha foi a melhor coisa, não há como ir a um hospital privado e ser logo atendida, com simpatia, sem olhares esquisitos porque por vezes as crianças fazem coisas que não conseguimos prever, e não é por nos distrairmos que somos piores mães. Muito melhor do que passar horas e horas há espera e ainda ouvir " mas não estava atenta" ou " tem de esperar três dias com febre antes de vir ao hospital"...
Mais sobre hospitais públicos vs privados aqui.
Mais sobre hospitais públicos vs privados aqui.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Cesareana ou Parto normal?

O número de cesareanas feitas em portugal tem vindo a aumentar. "O número de partos por cesariana continua a aumentar em Portugal. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2006, 32% dos partos feitos em hospitais públicos foram por acto cirúrgico, um aumento de 5,4% face a 2004. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha 15% e a meta traçada pelo Governo é de 20%, para 2010."
"Luís Graça, presidente do colégio de especialidade da Ordem dos Médicos de ginecologia e obstetrícia, admite que algumas cesarianas são medicamente desnecessárias, mas salienta que taxas de 30% não se afastam muito de países como os EUA. O médico diz também que os 32% verificados a nível nacional não reflectem, por exemplo, o cenário no bloco de partos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde é director. Neste estabelecimento de saúde, as cesarianas têm diminuído, estando agora nos 28%. Luís Graça explicou existir ali «uma acção pedagógica com os profissionais», de modo «a não se fazerem cesarianas desnecessárias».Por outro lado, a tendência de haver mães mais velhas, em torno dos 40 anos, aumenta a probabilidade de cesariana, sendo que «a autonomia não é a mesma aos 20 e aos 40 anos», sublinhou o clínico."
"Já Carlos Santos Jorge, obstetra e ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Ginecologia, diz que se criou «a ideia de que a cesariana é mais simples, mais segura e mais rápida» do que o parto natural quando implica «riscos anestésicos, infecciosos e hemorrágicos». O médico salienta que, se alguma coisa corre mal no parto vaginal, a primeira pergunta é: «porque não fizeram uma cesariana?». Opta-se por «uma medicina defensiva» a fim de se correrem menos riscos, afirmou.Para além destas condicionantes, «há uma pressão maior das mulheres para ter o parto por cesariana», com base na «ideia de que o bebé sofre menos do que com parto vaginal»."
Segundo o jornal público, em onze países europeus, Portugal é o país com maior taxa de cesarianas, diz o relatório do Observatório Nacional de Saúde Pública (Onsa), ainda não publicado, ao qual o PÚBLICO teve acesso.
No brasil, as cesareanas já representam 44% dos partos. Em dez anos, entre 1996 e 2006, houve um aumento de 21%, de 36,4% para 44%. O sudeste e o sul registram as maiores taxas, com 52% e 51%, respectivamente.
Entre as mulheres que dispões de um plano de saúde, as que têm parto normal são uma minoria –apenas 19%.
Entre as mulheres que dispões de um plano de saúde, as que têm parto normal são uma minoria –apenas 19%.
O ministério da saúde iniciou neste ano a Campanha de Incentivo ao Parto Normal, com distribuição de panfletos, cartazes, filmes para TV e gravações para as rádios com mensagens sobre o processo do parto normal e a sua importância.
Estudos demonstram que bebês nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas) têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal.
Estudos demonstram que bebês nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas) têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal.
Ser mãe é também saber esperar. Será que também isto temos de aprender?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
« Falta de Intimidade no parto viola Direitos Humanos»
Ler aqui a entrevista com Gerd Eledering, médico especialista em ginecologia, obstetrícia e perinatologia do Instituto de Citologia do Centro de Formação de Bensberg, no Hospital Vinzenz-Pallotti (Alemanha).segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Cuidados de Saúde após o Parto. Dúvidas?
Muitas mamãs deixam o hospital com algumas dúvidas. Ou mesmo que isso não aconteça, muitas dúvidas surgem nos primeiros dias em que temos os nossos bebés. Aqui vão algumas perguntas e respostas para ajudar a esclarecer algumas das dúvidas mais frequentes. Qualquer dúvida que tenham, e não esteja aqui respondida, podem deixar mensagem na caixa de comentários.
Nas primeiras semanas que se seguem ao parto o corpo da mãe sofre modificações importantes, de forma a voltar ao estado anterior à gravidez e a adaptar-se à amamentação. Às primeiras 6 semanas após o parto chama-se o PUERPÉRIO.
Quando posso fazer o primeiro levante?
O primeiro levante deve fazer-se o mais precocemente possível, quer tenha tido parto normal ou cesariana, mas sempre acompanhado por uma enfermeira. É habitual que nos primeiros levantes sinta tonturas e uma leve sensação de desmaio. Evite, por isso, levantar-se rapidamente. Se teve um parto normal e tem pontos, deve sentar-se apoiando-se no lado contrário ao local dos pontos.
Posso tomar banho?
Após o primeiro levante e assim que se sinta capaz, pode lavar-se e tomar duche molhando a cabeça. Não se deve tomar banho de imersão. Se necessitar peça ajuda a uma enfermeira. Se o parto foi por CESARIANA deverá ter o cuidado de não molhar o penso que cobre os pontos, durante o banho.
É normal perder sangue nos primeiros dias após o parto?
À perda de sangue por via vaginal que se verifica após o parto chamamos Lóquios.
Nos primeiros 2-3 dias, esta perda é geralmente mais abundante do que uma menstruação e tem cor vermelho vivo. Posteriormente, diminui de quantidade e fica com uma coloração rosa claro. Após a primeira semana passa a ser um corimento acastanhado ou amarelado e desaparece quase completamente, pelo 15º dia. No entanto, pode persistir em pequena quantidade até ao 30º dia após o parto. Sempre que sentir humidade vaginal mude o seu penso. não é aconselhável usar tampões nem fazer irrigações vaginais nesta altura.
Que cuidados devo ter com os pontos?
Se teve um parto normal com EPISIOTOMIA (corte no períneo)os pontos caem por si.
Deve efectuar a desinfecção do local sempre que for à casa de banho, mantendo o seu penso seco. Durante o internamento esta desinfecção é feita duas vezes por dia, inicialmente sob a supervisão da enfermeira. Se sentir muitas dores peça um analgésico e/ou gelo para aplicar sobre o local.
Os pontos são parcialmente absorvidos e caem geralmente entre o 7º e o 15º dia.
Se o parto foi por cesariana o penso só é habitualmente levantado no dia da alta e os pontos/agrafos devem ser retirados ao fim de 7-8 dias no Centro de Saúde.
É normal sentir cólica abdominais enquanto estiver a dar de mamar?
É normal sentir nos primeiros dias dores no fundo da barriga, semelhantes às que teve durante o parto, que correspondem a contracções uterinas e são geralmente mais intensas quando amamenta.
Que cuidados necessito ter com as mamas?
Após o parto é aconselhável utilizar um soutien apropriado para a amamentação. No início produz-se um leite bastante aguado chamado colostro. entre o 3º ao 5º dia dá-se geralmente a "subida do leite". Vai notar que nesta altura as mamas ficam mais tensas, quentes e por vezes avermelhadas. pode haver mesmo um aumento da temperatura corporal.
Alimentação e hábitos sociais
Após o parto não é geralmente necessária uma dieta especial. Alguns alimentos podem dar sabor ao leite e como tal não devem ser ingeridos em excesso. Entre estes contam-se a cebola, alho, espargos, alcachofras. As preocupações com o tabaco, bebidas alcoolicas e bebidas com cafeina mantêm-se enquanto estiver a amamentar. Não tome medicamentos sem consultar o seu médico e avise que está a amamentar sempre que for a uma consulta.
Vou ter problemas com o transito intestinal?
A "prisão de ventre" (obstipação) após o parto é uma situação frequente que geralmente se resolve espontaneamente. se apresentar hemorróidas e ssentir desconforto ou dor local aconselhe-se com a enfermeira.
É normal sentir alterações emocionais após o parto?
Por vezes ocorrem alterações emocionais após o parto que não são habituais naquela pessoa. entre estas contam-se a vontade súbita de chorar, a melancolia e a ansiedade. trata-se de uma situação normal, motivada pela descida brusca das hormonas da gravidez. se não conseguir lidar sozinha com essa situação ou se sentir um estado depressivo permanente, contacte o seu médico.
Quando vou ter alta?
O tempo de internamento após o parto depende do estado de saúde da mãe e do bebé. no entanto, se não ocorrerem complicações poderá ter alta ao fim de cerca de 48 horas após um parto normal e no 4º dia após uma cesariana.
Posso fazer exercício físico após a alta?
Nos primeiros dias evite fazer grandes esforços físicos (subir/descer muitas escadas, pegar em pesos) e faça períodos de repouso. gradualmente vá retomando a sua actividade física normal. Existem exercícios apropriados para fortalecer os músculos abdominais após o parto, mas não devem ser feitos até cerca de 3 meses após o parto.
Quando terei a primeira menstruação?
Se estiver a amamentar, a falta de menstruação pode prolongar-se durante meses, mas este intervalo de tempo é muito variável. Se não amamenta, a menstruação geralmente ocorre nos primeiros 3 meses após o parto.
Quando poderei reiniciar a actividade sexual?
As relações sexuais são desaconselhadas até à 3-4º semanas após o parto. Após esta altura poderá reiniciar a actividade sexual logo que se sentir preparada.
Devo consultar o médico após o parto?
Por volta da 4º semana após o parto é aconselhável uma consulta com o médico que vigiou a gravidez. Nesta altura o médico irá avaliar a cicatrização dos pontos, a diminuição do tanho do útero e poderá recomendar-lhe um método contraceptivo. A amamentação por si só não é um método contraceptivo seguro.
Quando poderei engravidar novamente?
É aconselhável um intervalo superior a 18 meses antes de uma nova gravidez.
Quais são os sinais de alarme neste período?
Se verificar um corrimento vaginal purulento e com mau cheiro, perda abundante de sangue por via vaginal, temperatura superior a 38ºC, dores intensas na barriga, vagina ou mamas, aspecto avermelhado, dorido ou com pús da cicatriz, deverá contactar o seu médico.
Fonte: Serviço de Ginecologia e Obstetricia - HSJ, EPE
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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